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gripe_aAté o mês de setembro, o Espírito Santo registrou 249 casos suspeitos, 32 confi rmados e 47 descartados da nova gripe. Mas não é preciso se alarmar. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), todos os prontos-atendimentos (PAs), hospitais e unidades de saúde estão aptos a tratar os casos de gripe A, de acordo com a gravidade de cada um.

A nova gripe já virou assunto em todos os lugares. Basta chegar às escolas, aeroportos, rodoviárias, banheiros de shoppings, entre outros ambientes públicos, para ver cartazes alertando sobre os cuidados a serem tomados para não contrair a doença. Essa variação do vírus da gripe (H1N1) apareceu recentemente.

É um novo subtipo que afeta os seres humanos e contém genes das variantes: humana, aviária e suína, além de apresentar uma combinação nunca antes observada em todo o mundo. Ele pode ser transmitido, entre as pessoas, por meio da tosse ou espirros e de contato com secreções respiratórias do doente.

Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Data Folha mostram que a preocupação dos brasileiros com a nova gripe praticamente dobrou em 80 dias. No final do mês de maio, 30% dos entrevistados se diziam muito preocupados com a doença. Até a segunda quinzena de agosto este número subiu para 57%. O índice mostra também um aumento do conhecimento das pessoas sobre a doença, 56% contra 44% da pesquisa anterior, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As 10 perguntas mais frequentes sobre o vírus:
1 – Quanto tempo o vírus fi ca vivo em uma superfície lisa?
Aproximadamente 10 horas

2 – Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

3 – Qual é a forma mais efi ciente de contágio?
O fator mais importante para que o vírus se instale é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos). Derrubando os mitos, o vírus não voa e nem alcança mais de um metro de distância.

4 – Posso contrair o vírus de quem não apresenta sintomas?
Depende. Acredita-se que as pessoas que não desenvolvem a doença não são capazes de transmitir o vírus. No entanto, aquelas que a desenvolvem começam a transmitir o vírus 24 horas antes do início dos sintomas.

5 – Pego gripe A ingerindo carne de porco?
Não. O vírus foi identificado como suíno porque ele contém material genético típico dos vírus que circulam nos porcos. A transmissão da doença entre suínos e humanos aconteceu por meio de secreções respiratórias e não pelo consumo da carne.

6 – Como devo agir se estiver com sintomas?
Afaste-se de imediato de espaço onde existam outras pessoas (escolas, trabalho, etc.) e procure um médico de confiança ou as unidades básicas de saúde.

7 – Fico mais protegido usando máscaras?
Não. O uso é recomendado apenas para os doentes, a fim de evitar a transmissão do vírus. Não existem dados que mostrem que a utilização pela pessoa sau-dável diminua a chance dela pegar a infecção. Além disso, a proteção contra o vírus é limitada, pois a máscara comum é feita com um tecido frágil, que permite a passagem de partículas do vírus. O tecido pode ser danificado pela umidade da própria respiração, cerca de duas horas após o início do uso.

8 – Pego o vírus beijando na boca ou no rosto?
Sim. O beijo na boca é uma forma de contágio imediata. A transmissão pelo beijo no rosto ocorre se a pessoa tocar a região beijada e, em seguida, tocar os olhos, nariz ou boca.

gravida_gripea9 – A doença é mais grave nas crianças, nos idosos e nas grávidas?
Em tese sim, pois o sistema imunológico do idoso é mais frágil. Além disso, eles podem apresentar doenças crônicas que favorecem o agravamento da gripe A. As crianças, até os 2 anos de idade, também possuem um sistema imunológico mais imaturo, o que aumenta o risco de agravamento dos sintomas e da evolução da patologia. A maioria das grávidas que faleceram da gripe A (H1N1), no mundo, estava no terceiro trimestre da gravidez, pois durante a gestação a mulher fica com a imunidade mais baixa. Dependendo da época da gestação, também pode haver risco para o bebê. A gestante poderá sofrer abortos espontâneos, mas não há confirmação de más-formações fetais. Contudo, se a mãe tiver parto prematuro, a criança tem menos chances de sobreviver.

10 – Quando essa pandemia de gripe A acabará?
A pandemia terminará quando a maioria da população estiver imunizada, seja porque teve a infecção ou porque foi vacinada. Assim o vírus da nova gripe (H1N1) se tornará sazonal, evento que ocorre só em uma determinada época do ano. Provavelmente, em 2010 o vírus será mais comum.

O remédio (Tamiflu)
tamifluAs pessoas que apresentarem os sintomas de gripe nas primeiras 48 horas, especialmente aquelas que se enquadram nos grupos de riscos ou dão sinais de evolução grave, como falta de ar, e baixa pressão arterial, devem fazer uso do medicamento Tamiflu.

Ele é solicitado somente pelo médico que presta o atendimento à Vigilância Epidemiológica do município. O Tamiflu não está disponível em farmácias e a sua distribuição é feita exclusivamente pelo Ministério da Saúde. Foram investidos mais de R$ 34,75 milhões na compra de 800 mil novos tratamentos.

Há 60 mil tratamentos prontos para o uso e a previsão é de que o Brasil receba mais 750 mil até 30 de setembro. Os principais efeitos colaterais do medicamento são: dor de cabeça, dor de estômago e diarreia. No País, não há relatos de efeitos adversos graves. É importante destacar que o Tamiflu só pode ser tomado preventivamente em situações muito específicas, com indicação médica.

Por exemplo: marido doente e esposa grávida. Nesse caso, a medicação será receitada para evitar que a gestante também contraia a gripe. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, é possível obter a cura da gripe A sem tomar o remédio, pois nem todos os casos da doença apresentam sintomas severos a ponto de ser necessário o uso do medicamento. Por outro lado, de nada vale tomar o Tamiflu vários dias depois de estar gripado, pois os estudos comprovam que a eficácia dele após as 48 horas do início da doença é muito baixa. Além disso,a carga viral diminui naturalmente.

Recomendações para quem vai viajar
Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
> Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
> Evitar locais com aglomeração de pessoas;
> Evitar o contato direto com pessoas doentes;
> Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
> Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
> Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar;
> Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes


Fontes: Sites Secretaria da Saúde do Estado do Espírito Santo,
Ministério da Saúde, Jornal Folha de São Paulo (16/08/09).


 

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