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Atualmente, existem inúmeros métodos contraceptivos no mercado. Conheça-os, descubra qual é o ideal para você e mantenha o seu planejamento familiar.
“Foi só uma vez!”
Essa justificativa não tem nenhum valor quando o assunto é gestação. Sabe-se que uma relação sexual é suficiente para ter como consequência a gravidez, se a mulher estiver em seu período fértil. Existem apenas duas maneiras de se evitar uma gestação indesejada: a abstinência de relação sexual ou o uso de algum método contraceptivo, recurso utilizado tanto pelo homem como pela mulher para evitar a chegada surpresa da cegonha.
Há vários tipos no mercado. São eles: métodos de barreira (espermicidas, dispositivos intrauterinos – DIU –, preservativo e diafragma); e métodos hormonais (oral, injetável, vaginal – anéis e comprimidos –, DIU de progesterona, adesivo anticoncepcional transdérmico e implante subcutâneo).
Existem, ainda, os métodos cirúrgicos: laqueadura tubária, que esteriliza a mulher; a vasectomia (para o homem), além dos procedimentos naturais, que, segundo a ginecologista e obstetra Ana Paula Gonçalves, possuem um alto índice de falha, variando de 10% a 30%, por ano, nas mulheres. Entre os métodos naturais estão a “tabelinha” – na qual por meio de cálculos a mulher busca encontrar o início e o término do período fértil – e o coito interrompido, em que, durante a relação sexual, o homem retira o pênis da vagina antes da ejaculação.
A médica conta que os anticoncepcionais mais utilizados, devido à eficácia, são os hormonais. Contudo, “a opção por um método contraceptivo, mesmo baseada em informações corretas, não é isenta de conflitos. Os de maior eficácia apresentam, também, maiores riscos de efeitos colaterais e mais contraindicações, e os mais seguros, em relação à saúde (naturais e de barreira) possuem altos índices de falha”, justifica.
A pílula A contracepção hormonal oral, popularmente conhecida como pílula, é um dos métodos mais antigos para prevenir a gravidez. Ela surgiu no final da década de 50, nos Estados Unidos, e evoluiu no decorrer dos anos. A primeira pílula continha altas dosagens hormonais.
Atualmente, já há disponíveis produtos com quantidades menores de estrogênio (hormônio feminino), que causam menos efeitos colaterais. Ana Paula explica que muitas mulheres erram ao acreditar que baixa dosagem hormonal significa menor efeito. “Quem faz a eficácia do método é a própria paciente. Ela precisa fazer o uso correto, seguindo a orientação médica.
Menor dosagem significa, sem dúvida, menos efeitos colaterais”, garante. As pílulas inibem a ovulação, alteram o muco cervical (secreção natural que sai pela vagina) e o transporte do óvulo pela trompa, e podem ser usadas por mulheres de qualquer idade. Além disso, não interferem na relação sexual, são práticas, mais acessíveis e o seu índice de falha é de 0,3 gestação a cada 100 mulheres por ano.
A contracepção hormonal oral também propicia benefícios adicionais como: regulagem dos ciclos menstruais; diminuição da intensidade das cólicas e dos efeitos da síndrome pré-menstrual; controle de anemia ferropriva, entre outros. Vale lembrar que as pílulas não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e que o uso da camisinha é indispensável.
A escolha No momento de escolher o método contraceptivo, a paciente precisará conversar com o ginecologista, que avaliará fatores como: a idade e o estilo de vida; se tem ou pretende ter mais filhos; o estado geral de saúde; entre outros. “Não existe o melhor método contraceptivo, mas sim aquele em que a paciente se sente confortável e segura.
Dou orientações, apresento todas as opções e a mulher escolhe o melhor para si”, explica a ginecologista. A manicure Maria de Fátima Araújo, que já tem uma filha de 7 anos de idade e não deseja engravidar novamente, conta que optou pela pílula anticoncepcional devido à eficácia do método e o preço mais em conta.
Há três anos, ela faz uso dos comprimidos e garante que não sente nenhum desconforto. “Tinha medo de engordar e ter enjoos, mas não tive efeitos colaterais. Não quero mais filhos e, por isso, procuro tomar os comprimidos corretamente, observando as orientações de minha ginecologista”, conta Maria de Fátima.
Já administradora de empresas Silvânia Fernandes Boldt, depois de experimentar a pílula, resolveu optar por um método contraceptivo que lhe desse mais tranquilidade e que fosse mais cômodo. “Costumava esquecer de tomar os comprimidos. Conversei com a minha ginecologista, que indicou a substituição pelo adesivo anticoncepcional transdérmico, pouco conhecido no Brasil, mas popular nos Estados Unidos”, revela. Silvânia Boldt disse que, no início, teve um pouco de receio.
“Como pode um adesivo evitar uma gravidez?”, questionava-se. Mas, com o tempo, ela passou a ter total confiança no método. “Posso ir à praia normalmente e molhar no banho que o adesivo não descola. É muito seguro e eficaz”, afirma.
O adesivo anticoncepcional transdérmico é comercializado em caixa com quatro unidades, um para cada semana, por aproximadamente R$ 50. A mulher coloca o primeiro no início da menstruação e troca a cada sete dias. Após retirar o terceiro, ela faz a pausa de uma semana para menstruar. Depois do intervalo, repete o ciclo.
Os contraceptivos mais utilizados > Pílula > Preservativo feminino e masculino > Coito interrompido > Injetável > DIU > Tabela > Billings (observação do muco) > Diafragma (capa de borracha que fi ca sobre o colo do útero) Fonte: Ana Paula Gonçalves, ginecologista e obstetra
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