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É tempo de relexão. “Ficar” ou não “ficar”? Eis a questão! Vamos conversar então? Pra começar: o que é “ficar”? É beijar? É transar? É liberar geral? É um relacionamento sem compromisso? É usar e abusar e não ter nada com isso? É uma troca de energia, de calor, desobrigada de tudo? E, nessa história toda, onde “fica” o amor? E o respeito?
Conceito de “ficar” Em conversa com muitos adolescentes chega-se à conclusão que “ficar” é “quase nada” e, às vezes, é “mais que tudo”. moda. Atualmente, a maioria dos jovens e adolescentes “ficam”. O “ficar” segundo os jovens deinem é passar o tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e até mesmo relações sexuais.
Nossos jovens sofrem a inluência da mídia, que apregoa a sensualidade e aliberação dos impulsos, sem censura como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Isso, no entanto, leva à promiscuidade sexual, com suas conseqüências tristes marcantes, inesquecíveis! Principalmente para as nossas adolescentes.
Segundo o Dr. Sandro Caramaschi docente do Departamento de Psicologia da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP-BAURU), o “ficar” caracteriza-se pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidas: o que pode ou não pode é definido no momento em que o relacionamento acontece, de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”.
Quanto tempo dura o “ficar”? Varia. O tempo de se trocar um único beijo, a noite toda, algumas semanas ou...
E o compromisso do “ficar”? E se o ficar acabar em uma transa? O momento de “icar” é imensurável, incontrolável. A turbulência hormonal que ocorre quando os pólos se atraem faz o momento ser desejável, indescritível, marcante, sufocante, dispnéico, altamente prazeroso.
E depois do ficar? Retorno ao Dr. Sandro da UNESP-BAURU quando diz: “Há um descompasso entre o aumento da liberdade e a responsabilidade. Os jovens sabem o que devem fazer para se prevenir, mas não estão preparados para conduzir essas medidas preventivas em situações sociais comuns na sua vida.”
Quais as vantagens do ficar? Pois é, caro amigo adolescente. O “ficar” com uma pessoa tem suas vantagens. Você pode não estar certo se quer realmente namorar. Então, melhor deixar claro que não há compromisso de assumir algo que será totalmente falso.
Você pode sair por aí sem dar satisfação dos seus atos, pois essa história de “ficar” não exige “fidelidade”. Ou seja, se surgir um outro “gatinho” ou “gatinha” na festa, você não pensa duas vezes para ficar outra vez. Quando você ica, não há compromisso que de aquela relação vai continuar.
Responsabilidade dos pais A ajuda do médico, ou proissional ligado ao tema, também não pode e nem deve ser descartada. Mas a orientação dos pais, a conversa franca, límpida, transparente, cristalina entre pais e ilhos é primordial, é essencial.
Conclusão Pois é, o “ficar” é “quase nada”: é um simples beijo, que emociona, enrubesce, avermelha a face da menina adolescente “virgem de tudo”, mas o “ficar” pode ser “mais que tudo”, quando culmina com uma relação sexual, levando a uma gravidez indesejada ou causando uma DST arrasadora, marcante, cicatrizante, beligerante. Nos dias de hoje muito se pensa e se fala sobre as doenças físicas, porém, há aquelas que são psicológicas: a falta de valorização do ser humano, o desprezo, o sentir-se rejeitada(o), o desrespeito etc.
Ai os sonhos, os planos futuros ficam comprometidos seriamente. Tudo se torna mais difícil, mais complicado! Então, querido adolescente! Reflita mais sobre o “ficar”. Respeite o seu corpo. Leve mais a sério esse tema atual, para você não icar triste, envergonhado, arrependido. Cuidado mocinha adolescente, para não ter uma gravidez indesejada, não adquirir AIDS ou um HPV! Muito cuidado! É tempo de relexão!
O hábito de icar preocupa muitos pais, que sentem seus filhos mais expostos às doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez precoce. Esse tema necessita muita conversa dos pais com os filhos. Eles devem mostrar aos ilhos as armadilhas da vida, as tragédias anunciadas e principalmente o sofrimento da jovem.
Bom, aí vamos ver como estão as cabecinhas dos adolescentes, Usei camisinha. Não! Ai meu Deus! Eu nunca usei camisinha. Usei a pílula anticoncepcional? Ai meu Deus! Eu nunca usei a pílula! Pois é! E agora José? E agora Maria? Que compromisso? Ligar no dia seguinte ou procurar o outro, não é dever de nenhum dos “ficantes”. E digo mais, se na mesma noite, na mesma balada ou na mesma festa, aparecerem outros “ficantes”, mãos a obra! É tempo de caça!
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