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ginasticaDores no pulso, braços, costas, ombros, pescoço e em outras partes do corpo não podem ser tratadas de qualquer maneira se começarem a se repetir em curtos intervalos de tempo. Muitas vezes, esses incômodos podem signiicar Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORT, popularmente conhecidos como Lesões do Esforço Repetitivo – LER.

A doença é causada pelo desempenho de atividades de forma continuada e sem repouso adequado e pode resultar em quadros clínicos de tendinites, tenossinovites, bursites e lombalgia, entre outros males que atingem as pessoas fisica e psicologicamente.


Estudos mostram que os DORT não surgiram nos tempos atuais. Desde a Idade Média eles já eram relatados. Antigamente, recebiam outros nomes, como por exemplo, “Doença dos Escribas”, pois surgiam mediante o tempo de trabalho desses profissionais.


Contudo, foi em 1980 que a doença tornou-se um fenômeno mundial, passando a atingir várias profissões devido à grande evolução do mercado de trabalho e à aceleração do ritmo da vida humana.

Nos tempos atuais, a síndrome está mais associada ao serviço informatizado e já representa quase 70% do conjunto das doenças proissionais registradas no Brasil. Vale ressaltar que qualquer atividade que exija grande esforço pode causar DORT ou LER, sejam elas de lazer, esporte ou trabalho, assim como a má postura e outros fatores externos.

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"A ginástica laboral se preocupa com a preparação biopsicossocial dos participantes, contribuindo assim para um bom relacionamento interpessoal, proporcionando a melhora do clima organizacional da empresa e o aumento de sua produtividade.” - Alessandro Souza, Coordenador do Projeto de Qualidade de Vida do Trabalhador

Ginástica laboral para a prevenção

“A ginástica laboral se preocupa com a preparação biopsicossocial dos participantes, contribuindo assim para um bom relacionamento interpessoal, proporcionando a melhora do clima organizacional da empresa e o aumento de sua produtividade”, contou o personal trainner e coordenador do projeto, Alessandro Souza.


O Programa de Qualidade de Vida do Trabalhador tem como objetivos promover a consciência corporal, a saúde e o bem-estar, reduzir o número de acidentes de trabalho, a fadiga muscular, aumentar a motivação e a disposição na execução das tarefas e prevenir doenças ocupacionais.


Para Alessandro, é uma alternativa bastante eiciente para redução do sedentarismo, pois por meio dela é possível oferecer aos funcionários o incentivo à prática da atividade física. “Com a ginástica laboral, a empresa tem um retorno satisfatório devido à diminuição de custos com afastamento por doenças do trabalho”, ressaltou o coordenador.

Como funciona?
As atividades do Programa de Qualidade de Vida do Trabalhador são desenvolvidas dentro da jornada de trabalho, em um tempo entre 12 e 15 minutos, três vezes na semana, e envolvem exercícios direcionados às necessidades dos proissionais de cada setor.


A ginástica laboral baseia-se em alongamentos, aquecimento articular, exercícios leves e recreativos, com o propósito de aumentar as relações interpessoais. Dentro do Programa, ainda são realizadas avaliações periódicas, para que haja um controle dos resultados obtidos. Os exercícios são feitos no setor de trabalho, com uma média de 50 participantes por aula.

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Os estágios dos DORT
Os males causados pelos DORT não surgem repentinamente. Eles instalam-se lentamente no organismo humano e muitas vezes nem sequer são percebidos durante anos. Descobri-los logo de início evita lesões ainda piores. Segundo Alessandro Souza, a doença possui quatro estágios:


Estágio 1 – São percebidas sensações de peso, dormência e desconforto em áreas especíicas e, ainda, pontadas ocasionais durante as atividades mais intensas, dentro ou fora do trabalho. O incômodo passa após descansar algumas horas ou dias.


Estágio 2 – A dor é mais persistente e a sua localização é mais precisa durante os picos de atividades. Pode haver perda de sensibilidade, sensação de formigamento, inchaço, calor ou frio na área afetada. Mesmo com descanso, a dor pode permanecer ou reaparecer subitamente sem que qualquer atividade tenha sido realizada. Momentos de estresse psicológico ou emocional podem desencadear a dor ou sensibilidade nos locais afetados.


Estágio 3 - Perda de força eventual ou freqüente. As crises de dor podem ser agudas e persistentes mesmo com repouso prolongado. A pessoa apresenta ainda falta de sensibilidade na parte do corpo afetada e eventual perda de capacidade de realizar alguns movimentos sem dor.


Estágio 4 - Dor aguda e constante, às vezes insuportável, que migra para outras partes do corpo. Perda de força, do controle de alguns movimentos e da capacidade de trabalhar e efetuar atividades domésticas. Para o coordenador, a doença é um problema ocupacional bastante sério, mas se for tratada precocemente e de forma rápida ela é benigna e totalmente curável. “Quanto mais cedo os DORT forem diagnosticados e combatidos, maiores são as chances de sucesso do tratamento. Procure um ortopedista, imediatamente, aos primeiros sintomas de desconforto”, aconselhou.

O psicológico
Os colaboradores que são vítimas da doença podem sofrer abalos psicológicos e necessitar, muitas vezes, da solidariedade dos colegas de trabalho e também de um atendimento profissional adequado para que não se sintam desvalorizados e inseguros quanto ao futuro proissional.


Alessandro comentou que um funcionário acometido pela doença pode ser reposicionado em seu setor de trabalho. Dessa forma, a organização ajuda o colaborador e minimiza problemas relativos à ausência dele. “Se uma pessoa realiza um serviço de digitação durante o dia todo e sofre de DORT no punho, o ideal seria colocá-la em uma outra função até que ela faça um tratamento e se recupere por completo”, exempliicou.


A Ergonomia

Atualmente, uma forte aliada dos digitadores, médicos, jornalistas e outros proissionais que sofrem com as lesões causadas por esforços repetitivos é a Ergonomia ou Engenharia Humana. Essa ciência permite a elaboração de projetos e medidas apropriadas para evitar que o homem exponha a sua saúde ao realizar atividades de trabalho ou lazer em seu cotidiano. Com o recurso à técnica, o ambiente é ajustado às características individuais de cada pessoa.


Alessandro Souza explica que as medidas preventivas resultantes de estudos ergonômicos são soluções simples e econômicas. Para ele, fazer um novo projeto do ambiente de trabalho pode ser uma boa solução para eliminar os riscos de desenvolvimento de doenças por esforços repetitivos.


Entre as dicas de prevenção apontadas pelo coordenador estão a boa postura da coluna vertebral e dos membros superiores e inferiores, pausas para descanso durante o expediente e a prática de exercícios físicos. Além disso, é preciso observar também o posicionamento adequado de mesas, cadeiras, máquinas, bancadas e equipamentos, de acordo com a estrutura do corpo humano.


Com vistas à prevenção das doenças causadas por esforços repetitivos, a SAMP desenvolve, desde março deste ano, o Programa de Qualidade de Vida do Trabalhador, em parceria com a Master Clube Academia.  São diversas atividades de ginástica laboral que visam diminuir os índices de fatores que colocam em risco a saúde ocupacional do trabalhador.

 

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