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Quem não se encanta com aqueles bebês fofi nhos de bochechas rosadas e cheios de dobrinhas? Mesmo com uma aparência saudável, essas crianças podem estar suscetíveis a um dos males que mais acomete os pequenos: a obesidade infantil.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que a cada 10 crianças, três sofrem de obesidade. Oitenta por cento das obesas após os quatro anos de idade se tornarão adultos acima do peso e com problemas relacionados, como diabetes, hipertensão, colesterol e triglicerídeo altos. De acordo com a endocrinologista pediatra Christina Cruz Hegner, o peso das crianças precisa estar de acordo com a altura e a idade. Por isso, os pais devem estar sempre em alerta, pois quem acredita que gordura é sinônimo de saúde precisa mudar os seus conceitos.

Além do fator da hereditariedade, os erros alimentares e a falta de atividade física podem causar problemas hoje e no futuro das crianças. "Geralmente a obesidade infantil vem de família, mas há também aqueles mais que deseducam os filhos, permitindo-lhes comer errado desde cedo”, comentou Christina.

Para a especialista, uma boa saída para eliminar o problema é a reeducação alimentar aliada à prática diária de atividades físicas. Ela afi rmou que “exercícios aeróbicos, como judô, karatê e natação, são opções que unidas a uma alimentação equilibrada dão ótimos resultados”, disse.


Saiba mais
A gordura trans é formada pelo processo de hidrogenação natural ou industrial, que consiste na adição de hidrogênio nos óleos vegetais para dar a eles uma forma sólida quando em temperatura ambiente. Esse tipo de gordura é usado nas indústrias alimentícias para melhorar a consistência dos alimentos, deixá-los mais sequinhos e crocantes, acentuar o sabor e ainda aumentar seu prazo de validade. Ela pode ser encontrada em sorvetes, batatas fritas, chips, bolos, biscoitos, margarinas, pratos congelados e empanados.  A gordura trans está presente ainda, mas em menor quantidade, em alguns alimentos “in natura” que passaram por um processo de hidrogenação natural, como a carne e o leite.

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Educação alimentar vem de berço!
Christina Cruz alertou aos pais quanto à alimentação desde o desmame. Ela afi rmou que quem deseja ver os fi lhos saudáveis precisa educá-los desde cedo a se alimentar corretamente. “É preciso introduzir o máximo de alimentos naturais nas refeições das crianças logo depois que elas deixarem de mamar. Fuja dos engrossantes, do excesso de açúcar e de produtos industrializados”, sugeriu.

A endocrinologista afi rmou que quanto mais se evitar esses alimentos melhor é para a criança, mas não é preciso proibir. O que vale é ensinar a comer moderadamente, valorizando os alimentos que fazem bem à saúde como as frutas, legumes, arroz, feijão, leite, entre outros.

 

As gorduras
Atualmente, muito se fala em gordura trans. Nos supermercados, os rótulos fazem questão de revelar o zero teor dessa substância nos produtos embalados. Contudo, Christina ressaltou que é preciso fi car alerta a todos os tipos de gordura.

Segundo ela, a gordura em excesso faz mal e muitas empresas, ao preparar os seus produtos, eliminam a gordura trans e exageram em outros tipos. Como exemplo ela citou os chips e alguns tipos de biscoitos recheados.

As gorduras que fazem bem para a saúde são as chamadas monoinsaturadas, pois elas ajudam a aumentar os níveis de colesterol bom (HDL) e a reduzir o ruim (LDL). Elas estão presentes no azeite de oliva, abacate e amendoim, alimentos que também devem ser consumidos moderadamente, devido ao número elevado de calorias que possuem.

Criança não faz dieta
Christina defendeu que criança não pode fazer dieta, pois isso causa uma ansiedade ainda maior. De acordo com a endocrinologista, os pais têm um papel importantíssimo na manutenção da saúde dos pequenos que têm tendência a engordar ou que ainda não conseguem controlar os seus impulsos diante de uma gordurosa porção de pipoca ou de um enorme milk shake.



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“Os pais precisam oferecer alimentos variados, pratos bem coloridos e insistir para a criança comer de tudo. Se ela não aceitar logo na primeira vez, insista! É um jogo de paciência, mas a criança precisa provar para poder gostar do que está sendo oferecido”, garantiu.

Para a especialista, o ideal é dar pelo menos três porções de frutas diferentes, por dia, verduras no almoço e no jantar e adoçar sucos e outras bebidas com o mínimo possível de açúcar.

 

“É preciso introduzir o máximo de alimentos naturais na alimentação da criança logo depois que ela deixar de mamar. Fuja dos engrossantes, do excesso de açúcar e de produtos industrializados.” - Christina Cruz Hegner, endocrinologista pediatra

 

Com a variedade de guloseimas ao alcance das mãos das crianças na escola e em outros lugares, será que a melhor saída para evitar a obesidade infantil é a proibição do consumo de alimentos? A especialista garante que não.

 

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