clima
Home     A SAMP     Para Você     Para Empresa     Serviços     Revista     Galeria     Contato

hiperatividadeImpulsividade, falta de atenção, agitação excessiva, diiculdade em inalizar tarefas são alguns dos sintomas do Transtorno do Déicit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esse transtorno neurobiológico e de causas genéticas é, geralmente, detectado na infância, mais seguramente diagnosticado a partir dos sete anos de idade.


A hiperatividade ocorre, no mundo todo, em cerca de 3% a 5% das crianças de ambos os sexos e pode acompanhá-las durante toda a vida. Em geral, só é percebida quando há problemas com o rendimento no colégio, pois os portadores de TDAH apresentam um comportamento desalinhado que não permite acompanhar as atividades escolares e obedecer às regras colocadas pelos professores.


Segundo a psicopedagoga Hédna Brício, esse transtorno não surge por inluências externas. A pessoa nasce apresentando ou não a hiperatividade e, por esse motivo, não há prevenção. “O TDAH é hereditário. Os sintomas aparecem na primeira infância, mas se tratados precocemente podem ser amenizados no decorrer da vida”, contou.


O comportamento hiperativo pode interferir não somente na vida escolar, mas também na familiar e social da criança, pois quem sofre do transtorno possui um tempo de raciocínio diferenciado das demais pessoas e, por ser incapaz de iltrar estímulos, é facilmente distraída.


Falar em excesso e alto demais em momentos inoportunos ou ainda icar sempre em movimento, demonstrando uma energia inesgotável, são algumas das características de quem apresenta o TDAH. Por isso, as crianças com esse tipo de transtorno merecem o máximo de atenção e carinho, pois estão mais propensas a se machucar, a quebrar e daniicar objetos.


Os hiperativos não toleram frustrações, discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem pirraças e birras e têm mudanças bruscas de humor. Contudo, tendem a ser muito agarradas às pessoas. Diante disso, precisam de um ambiente tranqüilo e equilibrado para ter um cotidiano melhor e que favoreça o seu desenvolvimento.


Diagnóstico e tratamento

Ao perceberem que uma determinada criança apresenta sintomas do Transtorno do Déicit de Atenção e Hiperatividade, os pais e professores não devem se alarmar. Buscar proissionais que entendam do assunto e procurar obter o máximo de informações poderá ajudá-los a lidar com o hiperativo.


O TDAH é diagnosticado de forma interdisciplinar, com auxílio do psiquiatra, do neurologista e do psicopedagogo. Cada um desses proissionais tem papel importante na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A psicopedagoga Leila Landgraf contou que os pequenos que sofrem de TDAH podem ser classiicados de três formas:  desatento, impulsivo e combinado, ou ainda apresentar outros transtornos neurológicos e comportamentais associados.


“Descobrir quem é determinada criança é o primeiro passo para garantir o sucesso do tratamento”, ressaltou. Segundo ela, depois de classiicar, o neurologista poderá administrar uma medicação adequada que, em conjunto com a terapia, trará grandes benefícios à vida do paciente.  “Medicação não faz milagres. O remédio centra e a terapia educa o indivíduo para que, ao chegar à fase adulta, ele tenha uma vida normal”, disse ela.


Leila comentou que não existe tratamento padrão. A medicação e o tipo de terapia variam de acordo com o paciente. Alguns hiperativos chegam a necessitar até mesmo de outros especialistas, como, por exemplo, o fonoaudiólogo. Ela acrescentou ainda que com um diagnóstico correto e um bom tratamento, os sintomas desse transtorno poderão ser minimizados em até 100%.

O hiperativo pode se apresentar:  Desatento – sempre calado e olhando ao redor, mas desconcentrado.  Impulsivo – demonstra um comportamento sempre “elétrico”, é desorganizado e, na maioria das vezes, quebra objetos. Combinado – une características dos dois tipos já citados e, assim como os outros dois, pode apresentar outros transtornos.


leila_samp
O papel da família
Quando um adulto se depara com uma criança hiperativa, que mexe em tudo, grita e  esperneia, vem logo o desejo de excluir, ignorar ou impor autoridade para controlar o comportamento não aceitável. Contudo, quando a criança em questão é um ilho ou irmão, a coisa muda de igura. O que antes aguçava a ira, agora desperta a sensação de impotência, de não saber lidar e até mesmo a vontade de fugir da situação.


“Os hiperativos precisam de limites. Use uma linguagem simples e clara para se comunicar. Dessa forma, eles ão total compreensão do que você quer dizer.”- Leila Landgraf, psicopedagoga




Boas atitudes para o  convívio com o hiperativo
- Faça uso de jogos que incentivam a aproximação com um grupo
- Ajude-o a ser organizado
- Envolva-o em atividades para que ele se sinta útil  
- Não o trate como diferente  Imponha limites
- Use linguagem simples e clara com ele
- Dê carinho e atenção, sem mimá-lo

escola
TDAH e a escola
Muitos dizem que a escola é a extensão do lar. Para os portadores de TDAH, esse ditado precisa ser cada dia mais efetivo, pois é no ambiente escolar que essas crianças passam grande  parte do seu tempo e recebem estímulos para se desenvolver fisicamente, psicologicamente e socialmente.

A psicopedagoga Maria José Saavedra Castro airmou que as escolas já melhoraram muito a sua postura e, atualmente, atendem muito bem aos alunos com TDAH e outros transtornos ou síndromes. Ela esclareceu que quando os professores trabalham unidos aos pais. a criança só tem a ganhar.

“As escolas têm apresentado, cada dia mais, uma postura inclusiva. Muitas vezes é nesse local que se dá o alerta de algo diferente acontecendo. A partir daí, as famílias tomam as rédeas da situação e procuram o tratamento adequado”, disse.


Maria José contou que no cotidiano escolar são realizadas diversas atividades que incentivam a convivência da criança que sofre de TDAH com os demais colegas de sala. “Aplicamos jogos educativos e trabalhos em grupo que aguçam a curiosidade e a participação desses alunos.  Eles se assentam no chão, compartilham objetos, brincam e aprendem, o que gera um ambiente de aproximação.”


Com outra visão, Leila comentou que muitos professores encontram nos portadores de TDAH um “bicho de sete cabeças” ou um “problemão” difícil de resolver e, com tantas crianças para ensinar, esses educadores acabam excluindo aqueles que sofrem de hiperatividade.


A psicopedagoga relatou que muitas escolas, por não saberem lidar com a questão, chegam a expulsar alunos que apresentam esse tipo de transtorno, enquanto outras não oferecem condições mínimas para o desenvolvimento das crianças com TDAH.


Segundo Leila, os proissionais que lidam com essas crianças precisam ser pro ativos, para contextualizar as adversidades e propor soluções sábias. Ela inalizou dizendo que atualmente o saber pode estar no toque do teclado e que os professores precisam mudar o ensino e ajudar a formar um outro modelo de escola: aquele que permite incluir, e não excluir, o aluno.


Ignorar ou excluir certamente não são as melhores saídas.  É preciso enfrentar e vencer as adversidades. Leila airmou que um diálogo correto pode ajudar bastante na convivência e que, ao contrário do que muitos pensam, os portadores de TDAH entendem o que lhes é dito, desde que a mensagem seja concisa. “Os hiperativos precisam de limites. Use uma linguagem simples e clara para se comunicar. Dessa forma, eles terão total compreensão do que você quer dizer”, ensinou.

A psicopedagoga disse ainda que não se deve subestimar a inteligência dos hiperativos e que as famílias e a sociedade precisam tomar uma nova postura para que essas crianças se tornem adultos mais felizes e completos. “Eles são muito inteligentes. Se a família souber lidar com as limitações deles e respeitá-los, será possível manter uma convivência harmoniosa.”

 

Serviço: Centro de Vivência Despertar para a Vida
Endereço: Rua Francisco Rubim, nº 253,    
Bento Ferreira, Vitória-ES
Telefone: (27) 3227-2164
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h
www.cdvvida.org.br


Saiba mais sobre TDAH
Acesse o site: www.tdah.org.br

 

promocao promoção

   
ans_34abrangeans2
Top
#fc3424 #5835a1 #1975f2 #83a92c #8bb832 #1c2def