| De acordo com as pesquisas, 56 a cada 100 mil homens e 61 a cada 100 mil mulheres sofrerão de algum tipo menos agressivo de câncer de pele em 2010. Cautela ao se expor ao sol e o uso de proteção adequada são algumas maneiras de evitar a doença Basta dar uma volta nas praias para ver diversas pessoas expostas ao sol sem nenhuma proteção, o que é um perigo para a saúde. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, recentemente, dados alarmantes. Dois em cada mil brasileiros desenvolverão algum tipo da doença em 2010 e os que atingem a pele são os mais comuns entre a população. “O câncer de pele é mais frequente em pessoas acima de 30 anos, e é relativamente raro em crianças e negros. As pessoas de pele clara são as mais acometidas pela doença por serem mais sensíveis à ação de raios solares”, afirma a oncologista Cecília Figueira. Diante disso, a prevenção torna-se um ótimo remédio para evitar que o problema se alastre. Em um país tropical como o Brasil, a médica aponta medidas simples como o uso de filtro solar e a não exposição prolongada e excessiva ao sol. Cecília explica que, como os efeitos dos raios ultravioletas são cumulativos, os cuidados desde a infância são de fundamental importância, pois as crianças são atingidas três vezes mais pelo sol se comparadas aos adultos. “É importante lembrar que a neve, a areia branca, as superfícies pintadas de branco refletem os raios solares e, por isso, os cuidados nessas condições devem ser redobrados”, alerta. Todos que se expõem ao sol de forma repetida, sem a utilização adequada de roupas, acessórios e filtros de proteção correm o risco de desenvolver câncer de pele e, ao contrário do que se pensa, até mesmo os que têm pele mais escura, apesar da baixa incidência, podem ser acometidos pela doença. Segundo a oncologista, “os negros não estão livres de ter câncer de pele. Geralmente, a doença atinge as palmas das mãos e plantas dos pés.Por isso, todos que se preocupam com a saúde precisam usar filtro solar para se proteger”, disse. Para a dermatologista Márcia Sansone, “é preciso incentivar o uso de chapéu, guardasol, óculos escuros e filtro solar durante qualquer atividade ao ar livre e evitar tomar sol entre 10 e 16 horas. Quem se expõe ao sol no trabalho também precisa usar calças e camisas de manga longa. O fator de proteção do filtro solar varia de acordo com a tonalidade da pele, mas para garantir a proteção o mínimo é 15 FPS e o produto tem que ser reaplicado a cada duas horas”. O autoexame da pele deve ser sempre estimulado para que a pessoa se familiarize com as características dela e perceba, rapidamente, qualquer tipo de alteração. A dentista Fernanda Pimentel Saraiva, 30 anos, atenta para a proteção solar desde a adolescência e tem colhido bons frutos com essa atitude. Apesar de ser freqüentadora assídua das praias, ela nunca teve problemas graves de pele. “Uso chapéu de abas largas, bata de manga comprida e protetor solar com FPS sempre acima de 50. Com isso tenho mantido a minha pele sempre saudável e jovem”, garante. Já o publicitário Carlos Bao, de 33 anos, além de estar em constante vigilância com o sol, ainda incentiva as pessoas mais próximas a tomarem cuidados com a proteção. Ele conta, que com o passar dos anos, percebeu que a incidência dos raios solares aumentou e, com isso, tornou-se ainda mais cauteloso. “Quando era adolescente usava apenas uma pomada para me proteger do sol. Atualmente, não dispenso um filtro solar 30na praia e um guarda-sol. No dia a dia uso protetor FPS 40 e chapéu quando saio do trabalho no horário de almoço”. Vale lembrar que o sol não é um vilão e que aproveitá-lo com cautela, em horários adequados e com proteção, traz inúmeros benefícios à saúde. Os raios solares ajudam oorganismo a absorver a vitamina D, que combate doenças como o raquitismo, a osteoporose (que afeta a terceira idade) e também atua na prevenção de alguns tipos de câncer como o de mama, ovário, colo do útero e até de próstata. Diagnóstico e tratamentoGeralmente, o câncer de pele está relacionado à exposição aos raios ultravioletas do sol (UVA e UVB), mas alguns agentes químicos como arsênico, radiações ionizantes e processos irritativos crônicos da pele também podem desencadear a doença. O diagnóstico precoce da doença é fundamental para evitar que o quadro se agrave. Ele pode se feito por meio de exame clínico e o tratamento dependerá da extensão e tempo da lesão. “O câncer de pele tem cura e pode ser evitado. A detecção precoce de lesões pré-cancerosas na pele pode ser adequadamente tratada pelo dermatologista e as mais profundas ou extensas são removidas cirurgicamente. Em alguns casos mais avançados é necessária a utilização deradioterapia”, conta Cecília. Já a dermatologista destaca que o tipo mais comum de câncer de pele, o carcinoma basocelular, pode ter chance de cura de até 100% quando detectado precocemente e retirado por completo. Fique atento Sinais:> Manchas que coçam, descamam ou sangram com facilidade> Feridas que não cicatrizam em quatro semanas> Pintas e sinais que mudam de tamanho, forma ou cor> Feridas que não se cicatrizam em quatro semanas> No caso do melanoma, pinta como lados diferentes, contornos irregulares maiores que 6 mm e em cores variadas Fatores de risco:> Raça – Mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros, mas também atinge os negros> História pessoal – Pacientes de Síndrome do Nevo Diplasico têm mais probabilidade de ter melanoma> Idade – O melanoma aumenta, rapidamente, em pessoas de pele branca após os 20 anos> Exposição – Pessoas que se expõem ao sol, raios X ou luzes ultravioletas> Doenças anteriores – Pessoas que já tiveram tipos mais brandos da doença correm mais risco de desenvolver o melanoma Tipos de câncer de pele> Carcinoma basocelular – Menos agressivo e corresponde a 70% dos diagnósticos> Carcinoma epidermoide – Corresponde a 25% dos casos > Melanoma – É o tipo mais agressivo, detectado em 4% dos pacientes. Apesar da baixa incidência tem alto grau de letalidade. ServiçoDra. Cecília Maria Guimarães Figueira,oncologista (CRM/ES 3737)Endereço: Rua Moema, quadra 43, Vila Velha Hospital,Vila Velha - Tel.: (27) 2127-8587 / 2127-8764E-mail: ceciliafi Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Dra. Márcia Sansone, dermatologista (CRM/ES 5484)Endereço: Av. Central, Laranjeiras, Serra - Tel.: (27) 3298-7300E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |






