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A participação da família no momento da lição ajuda no desenvolvimento intelectual da criança, além de incentivar uma postura mais responsável dela nas tarefas do cotidiano Icos fora do ambiente escolar, a lição de casa faz parte da importante para que o aluno enfrente desafios pedagógi-vida estudantil de todos, independentemente da idade. Esse momento de aprendizado permite construir uma rotina de responsabilidade para com os estudos e desenvolver autonomia e organização.

Quando se é adulto, fica mais fácil compreender a neces- sidade de reservar algumas horas do dia para aprender  um idioma ou realizar tarefas da faculdade e da pós-graduação. Já estabelecer disciplina para as crianças torna-se, às vezes, algo complicado.

Como despertar  o interesse  do filho pelo Português, pela Matemática, pela Geografia, se ele chega da rua é só quer jogar vídeo-game e brincar?  Segundo a pedagoga Fernanda Pereira Rosa Canal, os pais precisam discipli- nar as crianças desde cedo, para que elas adquiram senso de responsabilidade.

“Muitas vezes, os adultos receiam dar tarefas às crianças muito  novas, mas esse hábito  fará toda a diferença quando o filho estiver maior. A responsabilidade pode ajudar  a formar  pessoas   mais comprometidas com a vida”, garante Fernanda.

A pedagoga ensina que, para facilitar o momento da li- ção de casa, o estudante precisa de um ambiente favorável ao aprendizado.  O ideal é um lugar próprio para fazer o dever, bem ventilado, com mesa e iluminação adequadas e, se possível, com um espaço específico para guardar o material  escolar. Além disso, é preciso evitar distrações nesse momento,  não permitindo, por exemplo, que ele resolva exercícios ouvindo música ou assistindo à TV.

“Muitas vezes, os adultos receiam dar tarefas às crianças muito novas, mas esse hábito fará toda a diferença quando o filho estiver maior. A responsabilidade pode ajudar a formar pessoas mais comprometidas com a vida.” Fernanda Rosa, pedagoga

Desde pequena, Gabriela é ensinada por Patrícia a manter a disciplina no momento de fazer o dever de casa

Arthur e Gabriel dedicam parte do tempo diário ao aprendizado de instrumentos musicais  e tiram boas notas na escola 

O papel da escola e o incentivo dos pais

A participação integrada da escola, professores e famí- lia nas atividades colegiais das crianças e adolescentes é fator determinante para o sucesso do desenvolvimento intelectual deles. Por meio do dever de casa, o professor verifica as dificuldades e deficiências dos aprendizes e, consequentemente, tenta  saná-las com atividades  de reforço. Por outro lado, os pais conseguem monitorar o conteúdo  e a qualidade  do ensino  ministrado pela escola de seus filhos.

Sabendo da importância de participar  da vida estu- dantil de sua filha, a bióloga Patrícia  Gasparini  conta que procura estar sempre próxima ao ambiente escolar de Gabriela, cinco anos, que cursa o Pré 2, para garantir que ela tenha um bom aprendizado. “Mantenho contato com as professoras, marco presença nas reuniões de pais e programações da escola, com o intuito de compreender as metodologias  de ensino que são aplicadas e poder avaliar a educação oferecida à minha filha”, conta.

Mesmo com a rotina agitada, a professora de História Tânia Siqueira fica de olho nos estudos de Arthur, 13 anos, e Gabriel, oito, que cursam a 8ª e a 3ª séries, respecti- vamente. Apesar de, às vezes, sentir-se angustiada por não dedicar muito tempo às suas “crias” no  momento  da lição, ela considera-se uma privilegiada.

“O Arthur  não é muito disciplinado com as tarefas de casa, mas tira boas notas e, com paciência, sempre consigo convencer o Gabriel a fazer a lição”, comenta. Fernanda reforça que a participação  dos pais no mo- mento do dever de casa é essencial, mas que os adultos não devem facilitar ou resolver os exercícios em lugar das crianças,  pois isso atrapalha  no aprendizado  e no desenvolvimento da responsabilidade dos mais novos com as tarefas.

 

“Meu filho não quer  estudar”

Quando a criança chora e esperneia para não fazer a lição, é preciso identificar o motivo. Muitas vezes, o problema pode ser, por exemplo, o excesso de atividades. A pedagoga diz que, nessas horas, “é importante conversar com a escola, para tentar descobrir se o aluno tem alguma dificuldade na compreensão das disciplinas. No entanto, independentemente de qualquer coisa, o estudante  precisa entender  o valor coletivo da lição. Há casos em que, não fazendo os exercícios, ele pode prejudicar os colegas de sala”.

Patrícia garante que não tem problemas com Gabriela, que, mesmo pequena, já obedece e gosta de fazer os trabalhos. “Sempre que minha filha chega da escola, dou um tempo para ela descansar e depois repasso a lição, pois o conteúdo ainda está fresco na mente dela. Assim, consigo ajudá-la a manter a disciplina”, conta.

Tânia,  em contrapartida, precisa ter um pouco mais de paciência.  Arthur  e Gabriel, que além das tarefas escolares fazem outras atividades, costumam dar trabalho no momen- to do dever de casa. “Procuro  ouvir as reclamações deles e mostrar  que as coisas da vida nem sempre podem ser como queremos. Digo aos meus filhos que precisamos cumprir  as nossas responsabilidades e deveres e não só querer desfrutar dos momentos de lazer”, explica.

Na hora da rebeldia, a professora age com carinho e paciência, para não gerar pressões excessivas, mantendo o respeito na relação com os filhos. Afinal, o equilíbrio  familiar também influencia positivamente e muito no crescimento dos mais jovens.

 

 

Serviço

Centro Educacional Alegria do Saber

Endereço: Rua Amazonas,  nº 71, Jardim América, Cariacica  – ES

Telefone: (27) 3226-1416 ou 3226-1586

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

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