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O número de pessoas que  navegam na internet em busca de conteúdos relacionados a saúde tem aumentado consideravelmente. Médicos alertam que é preciso ter cuidado na hora de realizar as pesquisas, para não colocar em risco a saúde e até a vida indiscutível que a internet tem facilitado o dia a dia de milhões de pessoas. Por meio dela, é possível encurtar as distâncias e ganhar tempo, obtendo informações quase que instantaneamente, em qualquer  lugar e momento.  Porém,  é preciso tomar  alguns cuidados  ao navegar em busca de assuntos relacionados a saúde, pois entre a infinidade  de blogs, sites e redes sociais existentes onde se pode achar informações relacionadas, vários apresentam conteúdos deturpados.

Em 2009, 70% dos sites que abordaram temas ligados à Medicina não apresentavam  dados confiáveis, de acordo com números  publicados  pelo Centro de Estudos  sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic). A pesquisa mostrou ainda que dos 63 milhões de pessoas que acessaram a internet no ano passado, 39% queriam saber mais sobre saúde – o que alertou a área médica.

“É preciso ter cautela ao buscar na web assuntos relacio- nados a saúde, pois uma informação equivocada pode gerar prejuízos de leves a graves na vida do internauta”, alerta o cirurgião Pedro Paulo Menezes.

O fácil acesso a informações  de todos os tipos mudou o perfil do paciente,  assim como a relação dele com os médicos. Muitos já chegam aos consultórios  certos de qual medicamento devem tomar ou que tipo de terapia seguir, simplesmente por terem lido determinado conteúdo num site. Essa postura também tem sido responsável pelo aumento no índice de automedicação.  Atualmente, 80 milhões de brasileiros são adeptos da prática e, de acordo com o Centro de Assistência Toxicológica da Universidade de São Paulo, 40% das internações no Brasil são causadas pelo uso incorreto de medicamentos.

Diante de tais números, a SAMP é de opinião que seus clientes e leitores não precisam abster-se dos conteúdos que circulam na rede, mas sim terem cuidado na busca, não acre- ditando  em tudo que leem e, principalmente, fugindo da automedicação. Em caso de sintomas de doenças, procurar orientação médica é sempre o caminho recomendável.

 

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Mentiras que circulam na rede

Na internet é possível encontrar de tudo. Basta dar uma navegada para ver as propostas:  “emagreça 5 kg em dois dias”, “terapia para curar dores de cabeça”, “medicamento promete a cura para a solidão”...

O gerente comercial Marcelo Martins  costuma buscar informações na web pelo menos duas vezes na semana ou quando  quer esclarecer dúvidas  sobre algum tratamento para alergia, por ser portador  da doença. Mesmo ligado no mundo  virtual, ele afirma que não cai em armadilhas e procura sempre um especialista antes de tomar qualquer medicação, por mais inofensiva que pareça.

“Não podemos  tirar  proveito  de tudo  que lemos na internet. É preciso avaliar criteriosamente o conteúdo. Procuro  observar  a opinião  dos usuários  sobre o site visitado e buscar  informações  em páginas  ligadas  a instituições  confiáveis”, relata. Dessa forma, o gerente não fica a mercê de teorias falsas e conselhos errôneos que circulam em abundância  na rede.

O médico Pedro Paulo conta que já chegou a encontrar na internet indicações de tratamentos alternativos  para a cura do câncer à base de cogumelos e babosa, entre outras práticas sem comprovação científica que podem colocar vidas em risco.

“O internauta precisa assegurar-se da legitimidade do site e ter muito cuidado ao interpretar o que lê. É sempre recomendável não abrir mão de buscar informações com um médico de sua confiança” Pedro Paulo Menezes, cirurgião geral Marcelo Martins, gerente comercial da Intercob Assessoria Empresarial

O cirurgião ensina que fugir de páginas que vendem produtos para curar vários tipos de doenças, de sites de laboratórios - que induzem à compra de medicamentos - e de blogs que publicam conteúdos sem a identificação dos autores, médicos ou pesqui- sadores, são algumas das maneiras de se precaver dos erros.

 

A internet não é vilã

Defensor do conteúdo de qualidade na rede, Pedro Paulo considera a internet um ótimo canal para promover bem-estar e qualidade de vida. Segundo ele, a web pode e deve ser usada, por exemplo, para divulgar  campanhas  importantes para a sociedade, como aquelas relacionadas  a doação de sangue, vacinações, atitudes preventivas, entre outras.

O médico aponta as páginas do Ministério  da Saúde, das federações e associações médicas de todo o País e de hospitais ligados a grandes  universidades como confiáveis e ótimas opções de pesquisa.

“O internauta precisa assegurar-se da legitimidade do site e ter muito cuidado ao interpretar o que lê. É sempre recomen- dável não abrir mão de buscar informações com um médico de sua confiança”, completa Pedro.

Com esse discernimento, o educador físico e terapeuta holís- tico Fernando Paulino  passa horas na internet em busca de informações sobre a sua área de atuação profissional. Bastante criterioso, ele só navega em sites conhecidos no meio acadê- mico, pois sabe dos perigos divulgados na rede. Para analisar se as informações  são verdadeiras,  ele recorre ao bom senso aliado ao entendimento que tem sobre determinado conteúdo.  “É preciso ser sábio no momento de navegar na internet em busca de informações sobre saúde. O acompanhamento médico personalizado é indispensável, até mesmo para os que se julgam bem informados”, diz.

A internet serve de apoio para quem deseja aprender mais sobre determinado assunto. Se usada com responsabilidade e critério, é possível tê-la como uma boa fonte de informações. Contudo,  não deve ser a única,  muito  menos a principal, quando o assunto envolve saúde e vida.

 

 

Serviço

Pedro Paulo Menezes –Cirurgião Geral (CRM 4643-ES)

Endereço: Rua Constante Sodré, nº178,  Santa Lúcia, Vitória-ES

Telefone: (27) 9963-2628

 

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