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Em ano de eleição, a Revista SAMP não trata de política, tampouco sai em defesa de algum partido, a não ser o da Saúde. Por isso, a partir desta edição, damos início a uma série especial com três reportagens, incentivando o leitor a “Votar pela Vida”. Nunca se viu ou se ouviu tanta propaganda alertando sobre o perigo do uso das drogas como nos últimos anos. Rádio, televisão, jornal, revista, panfletos, cartazes, palestras nas escolas, debates, cartilhas... Todos esses meios são usados para explicar aos adolescentes, jovens e adultos que o uso de drogas traz consequências gravíssimas para suas vidas. Esclarecimentos não faltam. Preocupação dos familiares também não. Mas, então, por que tantas pessoas continuam sendo vítimas deste mal? Onde estaria a falha? Vamos res- ponder a algumas destas questões na primeira matéria desta série, na qual profissionais apontarão a enganação do vício e o consequente pesadelo que se apodera da vida de muitos que buscavam sonhos. As próximas matérias da série especial abordarão dois outros inimigos da saúde, tão perigosos quanto o primeiro: o álcool e o tabaco. Nossa reportagem de capa aborda mais um assunto de grande relevância, porém normalmente deixado em Segundo plano: a saúde do homem. Na agitação dos dias de hoje, o trabalho impõe uma sobrecarga maior, o cansaço se acumula, os compromissos se multiplicam e o resultado de tudo isso é que se torna difícil achar um tempo para cuidar da saúde. Além de todos estes “motivos”, muitas vezes entram em cena alguns preconceitos, principalmente quando o assunto é a prevenção do câncer de próstata – doença mais comum relacionada à saude masculina. O sentimento, imposto pela própria psicologia daquele que ainda é chamado de “sexo forte”, impede o homem de frequentar o médico quando alguma irregularidade aparece em seu corpo. Afinal, há quem ainda pensa: “Eu sou homem, sou forte e resistente, então nada irá acontecer comigo”. Por conta desse comportamento, muitos não adotam cuidados básicos voltados para a prevenção de doenças. Desta forma, o rompimento do preconceito e uma maior autovalorização são passos fundamentais para uma mudança de atitude em busca da saúde. Em diversas situações, a partir da presença de sintomas e da negativa em procurar um médico, a pesquisa por informações na internet parece ser uma boa alternativa, mas pode se revelar uma verdadeira armadilha, pois a web ainda não consegue fornecer orientações e prescrições que substituam um atendimento personalizado com um profis- sional, sem contar que boa parte das informações sobre saúde que circulam na rede não tem fundamentação científica e pode ser conflitante, dependendo da página que é acessada. Abordaremos este tema em uma reportagem especialmente formulada sobre o assunto. Esta edição traz também outros assuntos muito presentes em nosso cotidiano: a importância da participação da família na vida das crianças na hora do dever de casa; o fantasma da calvície, que assombra muita gente ao ver seus fios de cabelos despencarem e o couro cabeludo começar a ficar visível; e também os cuidados que devemos ter na esta- ção mais fria do ano, quando as deliciosas (e calorosas) iguarias típicas do inverno podem fazer diferença na balança, principalmente se os exercícios físicos forem deixados de lado. Aliás, abandonar a ma- lhação é algo que não pode acontecer, nem nesta época em que o cobertor se mostra mais atrativo do que a academia. Boa leitura!
Márcio Maciel Diretor da SAMP-ES |






