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endometrioseUma, duas, três e mais tentativas frustradas de engravidar. Na maioria das vezes, é assim que a mulher descobre que tem endometriose. A doença geralmente é percebida por volta dos 30 anos de idade e não tem cura.

Atualmente, 15% a 20% da população feminina em idade reprodutiva apresentam essa patologia, que pode ser bem controlada por meio de tratamento medicamentoso ou cirurgias. “A endometriose é muito grave e deve ser tratada logo que a paciente perceber algo fora do normal”, destacou o ginecologista e especialista em fertilização Wellington Balla.

 

 

“As mulheres precisam estar atentas aos sinais de anormalidade que o corpo dá e, sempre que possível, fazer um acompanhamento médico, pois há pacientes que não apresentam nenhum sintoma. Assim, ela poderá identificar logo de início, a endometriose e tratar imediatamente” - Wellington Balla, ginecologista e especialista em fertilização CRM: 2823 (CRN: 07100074)



A assistente well_sampde departamento pessoal do Sistema Findes Belva Regina Evangelista das Neves,  descobriu que estava com a doença quando começou a sentir dores muito fortes na parte inferior do abdômen, mesmo fora do período menstrual “Um dia levantei pela manhã sem conseguir pisar no chão, de tanta dor que sentia. Fui ao médico, fiz exames e a endometriose foi detectada dentro do meu ovário esquerdo. A doença estava em estado adiantado e precisei me submeter a uma cirurgia para retirada do órgão atingido”, relatou a paciente.


Após o procedimento cirúrgico, Belva ainda passou por nove meses de tratamento com hormônio. Atualmente, ela vive bem e sem incômodos. Diante desse quadro, Wellington Balla faz um alerta:  “As mulheres precisam estar atentas aos sinais de anormalidade que o corpo dá e, sempre que possível, fazer um check-up, pois há pacientes que não apresentam nenhum sintoma. Assim, ela poderá identificar, logo de início, a endometriose e tratar imediatamente”.

Ele comentou que, se a paciente descobrir a doença logo no início, certamente, ficará com menos seqüelas, pois com um tratamento adequado é possível brecar o alastramento da endometriose e evitar complicações.

Diagnóstico e tratamento
Wellington Balla contou que, atualmente, 100% dos diagnósticos de endometriose são por cirurgia de videolaparoscopia, realizada com microcâmeras, onde são feitos três orifícios de dois a cinco milímetros no abdômen da paciente. Por meio deles, é possível visualizar as estruturas internas ampliadas em até 20 vezes.

O médico explicou que, se forem encontrados focos pequenos, a paciente é submetida à cauterização deles. “Quando grandes, há necessidade de fazer tratamentos com hormônios, que param a menstruação e, conseqüentemente, inibem o crescimento dessas alterações”.

O tratamento medicamentoso costuma ter duração de seis a nove meses. Depois disso, o médico repete a videolaparoscopia para conferir os resultados e cauterizar o que restou das lesões, deixando a doença sob controle.

Perguntas freqüentes:
Quais as principais metas do tratamento?
Aliviar ou reduzir a dor; diminuir o tamanho dos focos; reverter ou limitar a progressão da doença; preservar ou restaurar a fertilidade e evitar ou adiar a recorrência da doença.

Depois de ter endometriose, a mulher fica impedida para sempre de engravidar?
Não. Com um bom tratamento é possível restituir o aparelho reprodutivo. Em casos mais graves, onde a pa-
ciente sofre danos nas trompas, por exemplo, a mulher poderá recorrer a fertilizações por métodos artificiais.

A mulher pode engravidar naturalmente logo após o tratamento?
Sim. Inclusive, a gravidez também é um ótimo tratamento para endometriose, por causa da manifestação dos hormônios e ausência da menstruação.

 

Endometriose septo reto-vaginal
Dentre as diversas manifestações da doença, a septo retovaginal é a mais grave e ocorre entre a vagina e o reto, uma área bastante estreita que vai para o ânus. A endometriose cresce entre essas partes do corpo da mulher e se espalha.

É o tipo mais sintomático que existe e as dores se manifestam no período menstrual, fora dele, ou ainda na relação sexual. A mulher pode apresentar também sintomas intestinais durante a menstruação tais como: dor para evacuar, diarréia, prisão de ventre e sangramento anal.

Nesse caso, o tratamento é feito por meio de cirurgias mais complexas, onde a parte do intestino com esse comprometimento é cortada e depois reconectada. Wellington Balla garantiu que, atualmente, as cirurgias são muito bem feitas e com ótimos resultados.

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Maternidade pós-tratamento
Depois de passar um sufoco para engravidar e encarar meses de tratamento para combater a endometriose chega o tão esperado resultado: positivo! O grande sonho de ser mãe tornou-se realidade.  Foi assim que aconteceu com a gerente comercial da SAMP, Édina Braga. Após dois anos de tentativas fracassadas de ter um bebê, ela descobriu, tratou a endometriose e, enfim, recebeu a visita da cegonha.

“Depois de muita espera e três anos de tratamento, pois meu quadro clínico era difícil, fi uei grávida naturalmente. Não precisei de inseminação nem de qualquer outra intervenção”, revelou.

Édina teve a primeira filha, Talita. Um ano depois engravidou novamente e deu à luz Laura. “Tenho duas filhas maravilhosas e gozo de boa saúde. Ainda sinto algumas dores no período menstrual e sei que a endometriose está presente, mas também sei que as minhas filhas estão comigo e isto suplanta qualquer difi culdade”, contou ela, emocionada.

A vontade de ser mãe e a persistência, aliadas à confi ança no médico e a um tratamento adequado, são fatores que contribuem para que as mulheres com endometriose desvendem os mistérios da gestação.

 

 

 

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