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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, e o Dia das Mães, que acontece no segundo domingo do mês de maio, a Revista SAMP presta uma homenagem às muitas guerreiras que se desdobram para cuidar dos flhos, marido, casa e ainda encaram o mercado de trabalho. Nesta edição, as advogadas Sayury Otoni, Bianca Vasconcelos e Alessandra Albuquerque e a empresária Mariana Frechiani relatam como administram as suas rotinas e dão conta dos compromissos.
Elas levantam da cama quase sempre com a sensação de que a noite foi curta e com vontade de aproveitar mais “cinco minutinhos” de sono, mas sabem que depois de ouvir o despertador tocar é dada a largada para mais uma maratona de responsabilidades. Daí para frente, é encarar o dia de olho na agenda para não esquecer nenhum compromisso.
Acordar cedo, organizar a casa, levar a criançada para escola, trabalhar fora e ainda estar sempre linda e perfumada para agradar ao marido são tarefas da rotina de muitas mulheres, independente da profssão. Somente amor, dedicação e disposição podem ajudar essas guerreiras a se encarregar de tudo isso e manter a saúde em dia.
Advogada e coordenadora do curso de Direito de uma faculdade particular em Vitória, Sayury Otoni garante que dá conta do recado. Para ela, tudo é possível desde que seja feito com o coração. “Para conciliar os flhos, vida profssional e uma boa qualidade de vida, é preciso dar sentido a tudo o que se faz. O flho tem que advir do desejo, o trabalho da vocação, e a qualidade de vida é ser feliz”, disse.
Sayury comentou que ter por perto pessoas de confança para ajudar nas tarefas e contar com a colaboração da família também são fatores indispensáveis para que o seu dia-a-dia corra bem. Diante de tantos compromissos, a advogada garante que ser mulher da pós-modernidade é maravilhoso. “Tenho a liberdade de ser o que sou”.
“Para conciliar os flhos, vida profssional e uma boa qualidade de vida, é preciso dar sentido a tudo que se faz. O flho tem que advir do desejo, o trabalho da vocação, e a qualidade de vida é ser feliz!” - Sayury Otoni
Mesmo podendo exercer d ireitos conquistados pelo sexo feminino, como trabalhar fora, a advogada frisa que algumas obrigações das mulheres são perpétuas. Sayury destacou que as mães jamais devem colocar a profssão e outros compromissos à frente da educação daqueles que dependem delas. “Filho é responsabilidade e graça. A vida cobra, mas é extremamente generosa”, completou.
Por outro lado, a advogada tributarista Bianca Vasconcelos reconhece que mesmo com amor, dedicação e desejo de vencer todos os desafos diários, tantas missões paralelas não são fáceis de serem desempenhadas. “Quando se tem flhos, é difícil ter uma rotina. Administrar a agenda torna-se uma tarefa impossível. Com isso, procuro administrar a mente. Conciliar tudo não fácil”, afrmou.
Para ela, o grande dilema é ser várias mulheres em uma só. “Nós temos que cuidar da casa, das crianças, sermos boas profssionais e, ainda, estarmos sempre lindas para os maridos. Tento arranjar tempo para dar uma corrida no calçadão ou ir à academia, mas às vezes abro mão disso em virtude dos flhos ou do trabalho e, se não dá para fazer num dia, faço no outro. O importante é não desistir”, disse.
Em meio a essa correria, Bianca insiste em equilibrar as suas tarefas. Ela lamentou as muitas vezes que precisou abrir mão da família, nos fnais de semana, por estar atolada em meio à papelada do escritório, mas disse que não mede esforços para ter um tempo de qualidade com os flhos e o marido.
“Trabalho em casa pela manhã e marco os compromissos profssionais e reuniões para a parte da tarde. Revezo-me entre as atividades profssionais, administrar o lar e cuidar das crianças. Levo os flhos ao médico, na escola, nas aulas de balé, pintura, inglês e, se houver necessidade, aproveito para ir ao supermercado. Depois vou às pressas para o escritório”, listou ela, ao descrever parte de sua rotina.
A advogada garantiu que, apesar da adrenalina de ter um dia-a-dia bastante movimentado, é o conjunto vida familiar, amorosa e profssional que a faz sentir-se realizada e feliz. Bianca disse q ue jamais deixaria de lado o desejo de ser mãe e esposa para focar apenas na profssão. “Feliz é a mulher que consegue equilibrar-se em todas as suas escolhas. O trabalho é uma criação do homem. Já a maternidade e a família são presentes de Deus”, afrmou.
Mãe x Carreira Para quem conhece a rotina, trabalhar fora e cuidar dos flhos não é tarefa fácil. A advogada e professora universitária Alessandra Albuquerque disse que tudo mudou quando descobriu que estava grávida das gêmeas Maria Fernanda e Ana Carolina. A barriga foi crescendo junto com os novos ideais de vida. “Quando as minhas flhas nasceram, tudo à minha volta desmoronou. O que eu acreditava ser prioridade tornou-se, de uma hora para outra, segundo plano. O status da carreira, sucesso profssional e o dinheiro já não estavam em primeiro lugar na minha vida como antes”, comentou.
Alessandra mudou as ideologias e deu espaço a outros sentimentos. “A maternidade foi tão forte que passei a cogitar a hipótese de me mudar para uma cidade menor para ser mais presente na criação das minhas flhas”, contou. A mudança veio aos poucos. A advogada tirou uma licença de quatro meses após o parto, estendeu-a por mais um mês e, depois desse período, voltou a trabalhar meio expediente apenas. Mas sentiu falta das flhas quando retomou de vez todas as atividades do cotidiano.
“Percebi que alguém estava criando as minhas flhas sem a minha presença. Larguei tudo em troca de qualidade de vida. Mudei-me de Estado e abri um escritório em Vitória, a 20 minutos de minha casa. Hoje, posso levar as meninas para escola e, alguns dias pela manhã, fco em casa para acompanhá-las em suas atividades ou simplesmente brincar. Elas têm 5 anos e precisam muito de mim nessa fase”, ressalta.

A empresária Mariana Frechiani sempre quis ter uma família grande. Mãe de Bernardo, 12 anos, Maria Luisa, 10, e Felipe, 7, ela consegue conciliar a vida de empresária com o dia-a-dia dos flhos.
“Hoje em dia, as mulheres estão atrasando a maternidade em virtude da carreira, buscando primeiro a estabilidade. Para mim, a experiência de ser mãe é sensacional, mesmo trabalhando fora. Tive pique para cuidar dos meus fi lhos quando muito pequenos e agora tenho com quem dividir as minhas conquistas profi ssionais”. - Mariana Frechiani
Quanto à receptividade das mães no mercado de trabalho, Mariana acredita que o preconceito social esteja menor atualmente. As mulheres dão a sua contrapartida e demonstram mais profissionalismo. “Nós conseguimos fazer mais coisas que os homens, principalmente ao mesmo tempo, o que nos dá certa vantagem em nossas atividades”, brincou.
Com bom humor, muita garra e força de vontade, a empresária dribla as adversidades do cotidiano e vence um dia de cada vez. “Acordo às 5h50 da manhã, tomo café, levo as crianças na escola, vou para academia, depois sigo para o escritório, volto em casa para almoçar. Na parte da tarde, faço tarefas como ir ao supermercado e à noite fi co no aconchego do meu lar para curtir os meus filhos e, é claro, o marido”, contou.
Casamento x Rotina Filhos, casa, vida profi ssional... A rotina ficou apertada? E agora? O que fazer para não se enrolar com as muitas atividades diárias nem descuidar do casamento? Alessandra Albuquerque contou que uma boa saída para não deixar o relacionamento a dois esfriar por causa da falta de tempo e correria é estipular um dia exclusivo da semana para o casal sair e se divertir, mesmo se os dois estiverem cansados. “Assim, eles poderão colocar o papo em dia, sem a interrupção das crianças e namorar como nos velhos tempos”.
Já para Bianca Vasconcelos, que tem 10 anos de casada, a conquista é o grande segredo para um bom relacionamento conjugal. A advogada afi rmou que, com o tempo, as pessoas evoluem e mudam. Por isso é preciso manter o elo da cumplicidade para que o casamento não acabe.
“Procuro conquistar meu companheiro todos os dias como se fosse o primeiro”. Ela garantiu que viver junto inclui amor, paixão, admiração, respeito, ceder, ter sonhos e ideais em comum e, principalmente, respeitar a individualidade do outro. De certo, opinião compartilhada entre muitas mulheres.
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